Resenhas

Sonho de Uma Noite de Verão


Título Original: A Midsummer Night’s Dream
Escrito por: Willian Shakespeare
Ano: 1595
Avaliação:
Nesse clássico da literatura inglesa, Shakespeare nos conta a história de Hermia, Lysander, Helena e Demetrius, quatro jovens amantes que têm seus sentimentos trocados e confundidos por criaturas mágicas na floresta, entre elas, o elfo travesso Puck.
Hermia e Lysander estão muito apaixonados, mas seu casamento não é autorizado pelo pai de Hermia, Egeus, pois ele impõe que sua filha se case com Demetrius. Antes de conhecer Hermia, Demetrius teve um caso amoroso com Helena, que apaixonou-se perdidamente. Frustrada por perder o coração do amor de sua vida para os encantos da doce Hermia, ao ter conhecimento do plano de fuga da jovem e de Lysander, Helena conta a Demetrius a estratégia do casal, que iria embora de Atenas para conquistarem seu tão almejado final feliz.
Na floresta, onde o casal pretende se encontrar, Demetrius e Helena o seguem. Oberon, o rei das fadas e Puck se compadecem pelo sofrimento de Helena, e decidem ajuda-la pingando uma gota de uma poção do amor no olho de seu amado. Todavia, Puck se engana e enfeitiça Lysander, que passa a amar Helena incondicionalmente. Demetrius também será enfeitiçado, e os dois lutarão pelo amor da jovem.
Sonho de Uma Noite de Verão, representa bem a modalidade “comédia” de Shakespeare sendo rechado de diálogos cômicos e irônicos, principalmente entre o grupo de trabalhadores que devem apresentar uma peça ao duque de Atenas, o que gera também muita confusão.
A obra retrata o amor em diversos estágios e etapas da vida, demonstrando a efemeridade dos sentimentos e as influências da idade no comportamento daqueles que amam, e é estritamente ligado ao casamento, já que há um casal quer se casar, o outro está prestes a fazê-lo e um outro está em crise.

É indiscutível que apostar em Shakespeare na leitura de fim de semana não tem erro. À sua maneira única e característica de linguagem, o autor nos prende com uma história leve e divertida e nos garante um excelente entretenimento para todas as idades.

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Resenha

Anna e o Beijo Francês 


Título Original: Anna and The French Kiss
Escrito por: Stephanie Perkins
Ano: 2011
Avaliação:
Anna Oliphant é uma garota comum com um pai nada comum. Ele é uma espécie de Nicholas Sparks: autor de livros aclamados pelo público feminino e com um desfecho quase sempre trágico. Então ele decide enviar sua filha para um internato americano situado na França, onde ela se sujeitaria a novas experiências.
Ainda que contra a sua vontade, Anna vai para o tal internato. Quando se vê finalmente sozinha em um lugar totalmente diferente de Atlanta, sua cidade natal, ela entra em desespero. Nessa ocasião, conhece Meredith, uma garota bem divertida com quem logo faz amizade. Em seguida, conhece Étienne, um supergaroto, desses que geralmente nos arrancam suspiros.
No decorrer do livro, as coisas entre Étienne e Anna ganham uma proporção um pouco maior do que era apropriado, gerando intrigas entre as personagens, a julgar pelo fato de o nosso garoto já ter namorada e de Meredith alimentar uma “pequena queda” por ele.
A história é basicamente essa. Há outros personagens e outros núcleos em torno dos quais o enredo gira, porém a essência do livro está neste pequeno resumo.
Logo nas primeiras páginas de Anna e o Beijo Francês, observa-se uma personagem infeliz com a ideia de morar em Paris. Ok, sabemos que ninguém é obrigado a gostar de mudanças, mas já se tornou algo enjoativamente comum o personagem principal opor-se à ideia de fazer algo incrível que deixaria a maioria das pessoas empolgada. É como reclamar de barriga cheia. Quantas vezes já reviramos os olhos quando vimos alguém protestar a respeito de algo esplêndido que recebeu? Foi mais ou menos isso que nós fizemos quando começamos a leitura: reviramos os olhos.
No entanto, ainda estávamos otimistas sobre o livro. Tudo corria bem ao nosso ver. Só que, logo de cara, Anna se esbarra com Étienne e já sabemos o que vem a seguir. Não estamos tentando destruir a beleza do romance dos dois, afinal eles são fofos e tal, mas o excesso de previsibilidade diminui o encanto. Acaba que nós, leitores, já deduzimos toda a sequência da história, o que torna tudo mais sem graça. Por mais que haja conflitos durante o livro que conseguem dar uma “balançada” na coisa, não é assim tão impactante. Em outras palavras, é um livro monótono.
Toda a ação não nos surpreendeu em nada, sinceramente. Talvez os pequenos detalhes tenham tornado a leitura mais prazerosa e divertida, e até menos maçante. Porém, de uma forma ou de outra, o enredo que consolida e fundamenta todos os acontecimentos decorrentes é apenas um jeito “engraçadinho” e “meigo” de reproduzir uma história trivial. Isso reflete um gosto estritamente pessoal, obviamente. Romances adolescentes podem ser bastante atrativos a determinados públicos, mas em geral não os agradam tanto.

É claro que não dá para fugir totalmente daqueles estereótipos literários que tanto vemos, porém isso não significa que seja adequado prender-se ao comodismo de escrever o que todos já estão cansados de ler. Não é o tipo de livro que nós recomendamos, mas, mesmo como todos esses “contras” que expusemos, é possível que Anna e o Beijo Francês consiga agradar com seus “prós”. Não se pode negar que é uma leitura leve e descontraída, repleta de interações agradáveis entre e com as personagens. 

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