Anna e o Beijo Francês
Título Original: Anna and The French Kiss
Escrito por:
Stephanie Perkins
Ano: 2011
Avaliação: ★ ★
Anna Oliphant
é uma garota comum com um pai nada comum. Ele é uma espécie de Nicholas Sparks:
autor de livros aclamados pelo público feminino e com um desfecho quase sempre
trágico. Então ele decide enviar sua filha para um internato americano situado
na França, onde ela se sujeitaria a novas experiências.
Ainda que
contra a sua vontade, Anna vai para o tal internato. Quando se vê finalmente
sozinha em um lugar totalmente diferente de Atlanta, sua cidade natal, ela
entra em desespero. Nessa ocasião, conhece Meredith, uma garota bem divertida
com quem logo faz amizade. Em seguida, conhece Étienne, um supergaroto, desses
que geralmente nos arrancam suspiros.
No decorrer do
livro, as coisas entre Étienne e Anna ganham uma proporção um pouco maior do
que era apropriado, gerando intrigas entre as personagens, a julgar pelo fato
de o nosso garoto já ter namorada e de Meredith alimentar uma “pequena queda” por
ele.
A história é
basicamente essa. Há outros personagens e outros núcleos em torno dos quais o
enredo gira, porém a essência do livro está neste pequeno resumo.
Logo nas
primeiras páginas de Anna e o Beijo
Francês, observa-se uma personagem infeliz com a ideia de morar em Paris.
Ok, sabemos que ninguém é obrigado a gostar de mudanças, mas já se tornou algo
enjoativamente comum o personagem principal opor-se à ideia de fazer algo
incrível que deixaria a maioria das pessoas empolgada. É como reclamar de
barriga cheia. Quantas vezes já reviramos os olhos quando vimos alguém
protestar a respeito de algo esplêndido que recebeu? Foi mais ou menos isso que
nós fizemos quando começamos a leitura: reviramos os olhos.
No entanto,
ainda estávamos otimistas sobre o livro. Tudo corria bem ao nosso ver. Só que,
logo de cara, Anna se esbarra com Étienne e já sabemos o que vem a seguir. Não
estamos tentando destruir a beleza do romance dos dois, afinal eles são fofos e
tal, mas o excesso de previsibilidade diminui o encanto. Acaba que nós,
leitores, já deduzimos toda a sequência da história, o que torna tudo mais sem
graça. Por mais que haja conflitos durante o livro que conseguem dar uma
“balançada” na coisa, não é assim tão impactante. Em outras palavras, é um
livro monótono.
Toda a ação
não nos surpreendeu em nada, sinceramente. Talvez os pequenos detalhes tenham
tornado a leitura mais prazerosa e divertida, e até menos maçante. Porém, de
uma forma ou de outra, o enredo que consolida e fundamenta todos os
acontecimentos decorrentes é apenas um jeito “engraçadinho” e “meigo” de
reproduzir uma história trivial. Isso reflete um gosto estritamente pessoal,
obviamente. Romances adolescentes podem ser bastante atrativos a determinados
públicos, mas em geral não os agradam tanto.
É claro que
não dá para fugir totalmente daqueles estereótipos literários que tanto vemos,
porém isso não significa que seja adequado prender-se ao comodismo de escrever
o que todos já estão cansados de ler. Não é o tipo de livro que nós
recomendamos, mas, mesmo como todos esses “contras” que expusemos, é possível
que Anna e o Beijo Francês consiga agradar com seus “prós”. Não se pode negar
que é uma leitura leve e descontraída, repleta de interações agradáveis entre e
com as personagens.











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