Resenhas

A Mala de Hana


Título original: Hana’s suitcase
Escrito por: Karen Levine
Ano: 2009
Avaliaçao: 
Baseado em fatos, o livro nos conta a história da jovem Hana Brady, uma garota judia nascida na Tchecoslováquia, na primeira metade do século XX. Ela morava com os pais e com o irmão quando o movimento nazista começou a ganhar força no cenário europeu, reprimindo a liberdade dos habitantes judeus. Com a intensificação da opressão alemã, a família acabou sendo separada e enviada a hostis campos de concentração.
Durante a leitura, acompanha-se o sofrimento de Hana diante de sua condição por meio de capítulos ambientados em contextos diferentes. Enquanto um capítulo é destinado à narração do dia a dia da menina, datado nas décadas de 30 e 40, o outro narra acontecimentos em um museu japonês no ano 2000. Com a chegada de uma mala ao local, a diretora do museu iniciou uma extensa pesquisa acerca dela e de sua dona.
Como todo livro cuja temática envolve a Segunda Guerra Mundial e o genocídio que se sucedeu nesse período, os atos presentes nesta literatura são carregados de angústias e dramaticidade. Sofremos com as injustiças e as barbaridades pelas quais Hana, sua família e muitas outras pessoas não consideradas da “raça ariana” passaram. O livro gera certa revolta diante da frieza e da falta de humanidade do pensamento nazista e de suas práticas.
Agradou-nos muito a forma simples e direta em que a obra foi trabalhada, aproximando-nos ainda mais daquela revoltante realidade. Por conter imagens e provas maciças das informações nela expressas, pareceu-nos mais chocante e fidedigno à história real o desenrolar das ações.
A obra não nos decepcionou em nada. Na verdade surpreendeu-nos ao associar a simplicidade linguística com um assunto pesado e denso – um aspecto também retratado em livros como “O Menino Do Pijama Listrado”, de John Boyne. Saudamos a escritora pelo modo natural e eficiente usado por ela para nos “inserir” no livro, emocionando-nos facilmente.

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A Culpa É Das Estrelas




Título original: The fault in our stars
Escrito por: John Green
Ano: 2012
Avaliação:
Arrancando suspiros de adolescentes apaixonados, “A culpa é das estrelas” retrata a história de Hazel Grace, uma paciente com câncer no pulmão escolhida para um tratamento experimental, que parece estar funcionando. Em suas várias visitas (mesmo contra sua vontade) a um grupo de ajuda a pessoas que já entraram em contato com a doença, Hazel conhece Augustus Waters (Gus), um jovem intrigante que atiça instantaneamente sua curiosidade.
Os dois se aproximam, e Hazel compartilha com Gus sua vontade de conhecer o escritor Peter Van Houten, autor da obra “Uma Aflição Imperial”, inacabada aos olhos dela. A partir de um Desejo, concedido aos portadores de algum tumor maligno, Hazel vê a oportunidade de conhecer Van Houten e ter suas dúvidas sanadas acerca do livro. Nesse meio tempo, a relação dela com Augustus torna-se mais intensa e sólida.
Quando tudo parece bem, uma surpresa desagradável surge para abalar os jovens, mostrando o quão irônico o destino pode ser.
A nossa primeira impressão do livro diz respeito à real temática da história. Muitos diriam que é um romance água com açúcar à moda Sparks, mas nossa análise vai um pouco mais longe. Vimos no livro uma constante discussão filosófica a respeito da vida e de como a enxergamos. Vimos também uma crítica à forma como a sociedade trata o câncer e a morte – sendo esta, na visão universal, uma consequência inevitável daquele.
A partir do momento em que é descoberto um tumor (e, lamentável e precipitadamente, o falecimento iminente), a “vítima” torna-se alvo da pena e da compaixão alheia. Segundo Hazel e Gus, essa reação das pessoas é, de certa forma, desagradável e inconveniente. Essa forma mais realista e racional da doença é muito bem descrita pelo nosso querido João Verde  (entendedores entenderão).
O livro nos fez pensar em como estamos tão vivos agora e, contraditoriamente, caminhando para a morte.
 “Alguns infinitos são maiores que outros. [...]”
Em uma das frases mais famosas do livro, a definição de infinito deixa de ser o espaço indeterminado de possibilidades para ser, por exemplo, um segundo, desde que esse seja intenso, memorável e eternizado. Essa percepção é o que bem caracteriza a relação de Hazel e Gus (#lindos).
As nossas considerações finais são:
*De leitura simples e de fácil entendimento e compreensão, John Green desmascara um mundo de aparências e expõe o real sentido das coisas, fazendo-nos refletir durante a leitura sobre o que é de fato importante para nós.
*Nós duas gostamos muito do livro. Não pelo romance (que é o instrumento para desenvolver a ideologia acima), mas pelo ponto de vista do autor em relação ao “existir”.
*No final das contas, e como diria o grande Dr. House, “câncer é chato”.



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A Menina Que Não Sabia Ler

Título original: Florence and Giles
Escrito por: John Harding
Ano: 2010
Avaliação:
O livro conta a história de Florence: uma menina de doze anos que vive numa mansão com seu pequeno irmão Giles e que foi privada da alfabetização por seu tio, conhecido principalmente por meio de retratos. Quando seu irmão volta do internato por não ter se adaptado, recebe a visita de uma tutora particular em casa, que acaba sofrendo um acidente no lago da residência. Então, como substituta, é contratada a Srta. Taylor, uma mulher misteriosa e de passado desconhecido que representa para Florence uma ameaça contra sua relação com Giles. Assim que ela percebe as reais intenções da nova professora de seu irmão (e é a única que percebe, diga-se de passagem), maquina diversos planos para proteger a pessoa mais importante de sua vida.
Em primeiro lugar, devemos parabenizar Florence por ter aprendido quatro idiomas diferentes sozinha, enquanto nos esforçamos para conjugar o verbo tóbi  em inglês.
Mesmo analfabeta e sem instrução, ela conseguiu compreender o que diziam os livros da biblioteca recém descoberta pela mesma e entrou a fundo no fantástico mundo literário (nossa professora de literatura com certeza ficaria orgulhosa). Criança prodígio, não?
Um dos aspectos mais interessantes do livro é a maturidade da menina. Mesmo jovem e "inocente", Florence se mostra extremamente capacitada para enfrentar as mais difíceis situações. Chega a ser chocante o calculismo e a destreza com que Florence enfrenta a tutora do garoto. Ela não mede esforços nem consequências para manter a salvo aquele que ela mais ama. Isso pode ser um pouco assustador, mas trata-se, na verdade, da tentativa desesperada da jovem de zelar por sua família. 
Os livros são os maiores companheiros e ajudantes de Florence nessa jornada, além de Theo, que participa da "ação final". Ele é um rapaz adorável e, quem sabe, a pessoa por quem a menina alimenta "sentimentos românticos" (entre aspas porque reviravoltas colocarão tais sentimentos à prova).
“Naquele primeiro dia em que nevou, imaginei-me impermeabilizada contra o garoto Van Hoosier, mas cometi o mesmo erro que muitas pessoas cometiam comigo (quem imaginaria que eu tinha dois ninhos de livros? Quem imaginaria que eu francesava e shakespearizava?), ou seja, julguei-o pelas aparências. [...]”
A história é um tanto fantasmagórica. A linha que separa a ficção da realidade, a fantasia do concreto, é bastante tênue. Em alguns momentos de suspense, durante a leitura, o menor ruído causa no leitor um baita susto (baseado em fatos reais). É possível sentir o medo, a tensão, a expectativa e todos os demais sentimentos de Florence durante o livro. A narrativa é repleta de mistérios e perguntas não respondidas que ainda pairam por nossas cabeças, mas que tornam o enredo e o decorrer dos acontecimentos mais emocionantes.
Quanto ao final, uma palavrinha: MEUDEUSDOCÉU!
Nós fomos realmente surpreendidas - não necessariamente de um jeito bom. Na verdade, houve uma fusão de opiniões, um contraste de ideias. Ao mesmo tempo que genial, o desfecho foi, digamos, atordoante. Se havia ainda algum resquício de inocência nesta garota, tenha certeza de que foi para o espaço. Nós acabamos entrando na cabeça dela e, de certa forma, participamos de seu plano para deter a Srta. Taylor. 
Agora o nosso Parabéns irá para John Harding, que articulou majestosamente as palavras e nos aproximou ao máximo da excêntrica história de Florence. No geral, é um livro de fácil compreensão, em se tratando de linguagem.
As nossas considerações finais são:
* Não é um livro consensualmente adorado e conhecido, afinal, foge dos padrões da literatura de massa.
* Ao final da leitura, demora um pouco para digerirmos a história.
* É, sem dúvida, um livro inteligente e, de certa forma, perspicaz. Retrata de forma explícita a imaginação fértil de quem “devora” livros.
* Nós duas gostamos muito e recomendamos para aqueles que procuram um suspense repleto de angustiantes momentos datado no séc. XIX.

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Como tudo começou...


O curioso caso do Holofote Literário
Era uma vez, uma aula de Matemática. Duas jovens garotas queimavam neurônios com instigantes exercícios de logaritmos (a propósito, como fazemos para processar Naiper?). Num súbito movimento de iluminação divina, Luane girou seu corpo na cadeira, abandonou sua lapiseira e fez sua famosa expressão "eu tive uma ideia", deixando Isabelle curiosa. Depois do momento de excitação e incapacidade de desembuchar algo, Luane sugeriu:
— Vamos criar um blog?
Isabelle lançou-lhe seu conhecido "Sim!" e, gesticulando demasiadamente, esquecendo até que estavam numa sala de aula, falou:
— Chamar-se-á Holofote Literário.
O restante todos já sabem. As garotas esqueceram-se da pobre Matemática (o professor que as perdoe) e começaram a planejar a empreitada – isso chega a ser grosseiro – que hoje atende pelo nome de Holofote Literário. Esse “chamar-se-á” é apenas uma adaptação.
Bem, essa é a extraordinária história do blog. Esperamos que você se identifique com nossa obsessão por livros e afins, e acompanhe-nos nessa ideia. Seja bem vindo(a) ao lado oculto e insano – até então desconhecido devido à timidez – das nossas vidas.

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