A Mala de Hana
Título
original: Hana’s suitcase
Escrito
por: Karen Levine
Ano:
2009
Avaliaçao: ★ ★ ★ ★ ★
Baseado em
fatos, o livro nos conta a história da jovem Hana Brady, uma garota judia
nascida na Tchecoslováquia, na primeira metade do século XX. Ela morava com os
pais e com o irmão quando o movimento nazista começou a ganhar força no cenário
europeu, reprimindo a liberdade dos habitantes judeus. Com a intensificação da
opressão alemã, a família acabou sendo separada e enviada a hostis campos de
concentração.
Durante a
leitura, acompanha-se o sofrimento de Hana diante de sua condição por meio de
capítulos ambientados em contextos diferentes. Enquanto um capítulo é destinado
à narração do dia a dia da menina, datado nas décadas de 30 e 40, o outro narra
acontecimentos em um museu japonês no ano 2000. Com a chegada de uma mala ao
local, a diretora do museu iniciou uma extensa pesquisa acerca dela e de sua
dona.
Como todo
livro cuja temática envolve a Segunda Guerra Mundial e o genocídio que se
sucedeu nesse período, os atos presentes nesta literatura são carregados de
angústias e dramaticidade. Sofremos com as injustiças e as barbaridades pelas
quais Hana, sua família e muitas outras pessoas não consideradas da “raça
ariana” passaram. O livro gera certa revolta diante da frieza e da falta
de humanidade do pensamento nazista e de suas práticas.
Agradou-nos
muito a forma simples e direta em que a obra foi trabalhada, aproximando-nos
ainda mais daquela revoltante realidade. Por conter imagens e provas maciças
das informações nela expressas, pareceu-nos mais chocante e fidedigno à
história real o desenrolar das ações.
A obra não nos
decepcionou em nada. Na verdade surpreendeu-nos ao associar a simplicidade
linguística com um assunto pesado e denso – um aspecto também retratado em
livros como “O Menino Do Pijama Listrado”, de John Boyne. Saudamos a escritora
pelo modo natural e eficiente usado por ela para nos “inserir” no livro,
emocionando-nos facilmente.











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