A Culpa É Das Estrelas
Título original: The fault in our stars
Escrito por: John Green
Ano: 2012
Avaliação: ★ ★ ★ ★
Arrancando
suspiros de adolescentes apaixonados, “A culpa é das estrelas” retrata a
história de Hazel Grace, uma paciente com câncer no pulmão escolhida para um
tratamento experimental, que parece estar funcionando. Em suas várias visitas
(mesmo contra sua vontade) a um grupo de ajuda a pessoas que já entraram
em contato com a doença, Hazel conhece Augustus Waters (Gus), um jovem
intrigante que atiça instantaneamente sua curiosidade.
Os dois se
aproximam, e Hazel compartilha com Gus sua vontade de conhecer o escritor Peter
Van Houten, autor da obra “Uma Aflição Imperial”, inacabada aos olhos dela. A partir
de um Desejo, concedido aos portadores de algum tumor maligno, Hazel vê a
oportunidade de conhecer Van Houten e ter suas dúvidas sanadas acerca do livro.
Nesse meio tempo, a relação dela com Augustus torna-se mais intensa e sólida.
Quando tudo
parece bem, uma surpresa desagradável surge para abalar os jovens, mostrando o
quão irônico o destino pode ser.
A nossa
primeira impressão do livro diz respeito à real temática da história. Muitos
diriam que é um romance água com açúcar à moda Sparks, mas nossa análise vai um
pouco mais longe. Vimos no livro uma constante discussão filosófica a respeito
da vida e de como a enxergamos. Vimos também uma crítica à forma como a
sociedade trata o câncer e a morte – sendo esta, na visão universal, uma
consequência inevitável daquele.
A partir do
momento em que é descoberto um tumor (e, lamentável e precipitadamente, o
falecimento iminente), a “vítima” torna-se alvo da pena e da compaixão alheia.
Segundo Hazel e Gus, essa reação das pessoas é, de certa forma, desagradável e
inconveniente. Essa forma mais realista e racional da doença é muito bem
descrita pelo nosso querido João Verde
(entendedores entenderão).
O livro nos
fez pensar em como estamos tão vivos agora e, contraditoriamente, caminhando
para a morte.
“Alguns
infinitos são maiores que outros. [...]”
Em uma das
frases mais famosas do livro, a definição de infinito deixa de ser o espaço
indeterminado de possibilidades para ser, por exemplo, um segundo, desde que
esse seja intenso, memorável e eternizado. Essa percepção é o que bem caracteriza
a relação de Hazel e Gus (#lindos).
As nossas
considerações finais são:
*De leitura
simples e de fácil entendimento e compreensão, John Green desmascara um mundo
de aparências e expõe o real sentido das coisas, fazendo-nos refletir durante a
leitura sobre o que é de fato importante para nós.
*Nós duas
gostamos muito do livro. Não pelo romance (que é o instrumento para desenvolver
a ideologia acima), mas pelo ponto de vista do autor em relação ao “existir”.
*No final das
contas, e como diria o grande Dr. House,
“câncer é chato”.











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