Resenhas

A Culpa É Das Estrelas




Título original: The fault in our stars
Escrito por: John Green
Ano: 2012
Avaliação:
Arrancando suspiros de adolescentes apaixonados, “A culpa é das estrelas” retrata a história de Hazel Grace, uma paciente com câncer no pulmão escolhida para um tratamento experimental, que parece estar funcionando. Em suas várias visitas (mesmo contra sua vontade) a um grupo de ajuda a pessoas que já entraram em contato com a doença, Hazel conhece Augustus Waters (Gus), um jovem intrigante que atiça instantaneamente sua curiosidade.
Os dois se aproximam, e Hazel compartilha com Gus sua vontade de conhecer o escritor Peter Van Houten, autor da obra “Uma Aflição Imperial”, inacabada aos olhos dela. A partir de um Desejo, concedido aos portadores de algum tumor maligno, Hazel vê a oportunidade de conhecer Van Houten e ter suas dúvidas sanadas acerca do livro. Nesse meio tempo, a relação dela com Augustus torna-se mais intensa e sólida.
Quando tudo parece bem, uma surpresa desagradável surge para abalar os jovens, mostrando o quão irônico o destino pode ser.
A nossa primeira impressão do livro diz respeito à real temática da história. Muitos diriam que é um romance água com açúcar à moda Sparks, mas nossa análise vai um pouco mais longe. Vimos no livro uma constante discussão filosófica a respeito da vida e de como a enxergamos. Vimos também uma crítica à forma como a sociedade trata o câncer e a morte – sendo esta, na visão universal, uma consequência inevitável daquele.
A partir do momento em que é descoberto um tumor (e, lamentável e precipitadamente, o falecimento iminente), a “vítima” torna-se alvo da pena e da compaixão alheia. Segundo Hazel e Gus, essa reação das pessoas é, de certa forma, desagradável e inconveniente. Essa forma mais realista e racional da doença é muito bem descrita pelo nosso querido João Verde  (entendedores entenderão).
O livro nos fez pensar em como estamos tão vivos agora e, contraditoriamente, caminhando para a morte.
 “Alguns infinitos são maiores que outros. [...]”
Em uma das frases mais famosas do livro, a definição de infinito deixa de ser o espaço indeterminado de possibilidades para ser, por exemplo, um segundo, desde que esse seja intenso, memorável e eternizado. Essa percepção é o que bem caracteriza a relação de Hazel e Gus (#lindos).
As nossas considerações finais são:
*De leitura simples e de fácil entendimento e compreensão, John Green desmascara um mundo de aparências e expõe o real sentido das coisas, fazendo-nos refletir durante a leitura sobre o que é de fato importante para nós.
*Nós duas gostamos muito do livro. Não pelo romance (que é o instrumento para desenvolver a ideologia acima), mas pelo ponto de vista do autor em relação ao “existir”.
*No final das contas, e como diria o grande Dr. House, “câncer é chato”.



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